
Existe um obstáculo perigoso em nossas carreiras, um sabotador que tenta rebaixar nosso trabalho e atribuir o sucesso à oportunidade, sorte, intervenção divina ou o desempenho de outras pessoas. É a “síndrome do impostor”.
Em primeiro lugar, isso é muito mais comum do que você pensa. Estima-se que 70% dos profissionais já vivenciaram essa situação em alguma fase da carreira.
Mas não é porque isso aconteça com frequência, que deve ser minimizado. A síndrome do impostor é um importante problema psicológico que precisa ser resolvido para não prejudicar o desenvolvimento de sua carreira.
A síndrome do impostor impede as pessoas de perceberem que suas realizações pessoais e profissionais são o resultado de suas habilidades e esforços. Envolve insegurança, baixa autoestima, perfeccionismo, preocupação e medo de ser identificado como fraude. O resultado é um sentimento constante de não merecimento de elogios e realizações, bem como um sentimento de inadequação. Em casos graves, pode se tornar ansiedade ou depressão.
Seis sinais de que você precisa de ajuda
A síndrome do impostor é baseada em uma falsa percepção do próprio valor, o que faz com que as recompensas sejam consideradas exageradas.
Existem pelo menos 5 métodos que podem ser usados como sinais de alerta:
- Esforço exagerado
- Auto depreciação
- Procrastinação
- Auto sabotagem
- Comparação constante
Individualmente, é preciso estar atento para evitar cair na armadilha da síndrome do impostor. Ao mesmo tempo, as empresas precisam criar uma cultura e processos que sejam saudáveis e desarmem esse problema.
Olhando primeiro para cada profissional, é preciso buscar o autoconhecimento e ter inteligência emocional. Saber suas forças e fraquezas é essencial para entender onde é preciso melhorar, quais cobranças são reais e o que é imaginário. Buscar a excelência é ótimo, desde que a pessoa não se destrua. Para não ver fantasmas onde eles não existem, saiba quem você é.
A inteligência emocional caminha junto com esse processo. É ela que ajuda o profissional a entender a diferença entre realidade e percepção, e também a compreender que haverá bons e maus momentos.