
O fenômeno da inflação alta, dos preços de produtos e serviços cada vez mais descontrolados e o poder de compra caindo, são problemas enfrentados em todo o mundo, sobretudo no Brasil, que passa por um processo de desvalorização da moeda.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação das famílias, deve fechar o ano com alta acumulada de 8,59%. É o que aponta o Boletim Focus, pesquisa feita junto a instituições financeiras, divulgada em 11 de outubro em Brasília, pelo Banco Central (BC).
É a 27ª elevação consecutiva da projeção. A inflação prevista é 0,08 ponto percentual maior do que a da última semana, quando o índice ficou em 8,51%.
A meta de inflação de 2021, perseguida pelo BC, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Para 2022, a estimativa de inflação subiu para 4,17%, 3,25% para 2023 e 3% para 2024.
O dólar deve fechar 2021 em R$ 5,25. Para 2022, a projeção é de que o câmbio também fique em R$ 5,25, para 2023, R$ 5,10, e para 2024, R$ 5,08.
A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 foi mantida em 5,04%, a mesma pela quarta semana consecutiva. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
Quanto à taxa básica de juros da economia (Selic), a estimativa do mercado permanece a mesma há três semanas, sendo previsto de terminar o ano em 8,25%. A Selic é a principal ferramenta usada na política monetária do Banco Central para conter a inflação.